Ficha de Inscrição em www.vezeira.pt, http://vezeira.pt/index.php?pagina=inscri até ao próximo dia 31 de Maio.
25/05/2013
Plantação Currais 1Jun13 - Fafião
02/05/2013
Pela Serra da Cabreira
A serra da Cabreira estende-se pelos concelhos de Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto. O seu cume é Alto do Talefe, com 1262 metros de altitude.
Reza a lenda que a Serra da Cabreira deve o seu nome a uma jovem e bela cabreira que por ali costumava guardar seu rebanho. Numa manhã de Sol um cavaleiro muito elegante, ficou como que maravilhado diante da moça. Logo ali Cavaleiro e Donzela trocaram as suas juras, como se só eles existissem no Mundo. Mas tudo tem um fim, diz o Povo e é a Verdade.
Em certo momento o Cavaleiro lembrou-se que tinha de partir.
- Escuta, minha bem-amada... Eu vou, mas voltarei o mais rapidamente possível. Já não posso viver sem ti.
Triste, suspirando, ela apenas confessou:
- Nem sequer sei quem sois... Como vos chamais...
Ele riu, dominador e feliz.
- Pouco importa... Sou o homem que tu amas e te ama... Mas se queres saber mais, digo-te que sou o Conde de uma vila próxima e virei buscar-te em breve para o meu palácio.
Espera por mim!
-Esperarei até ao fim da minha vida…
E esperou, na verdade, até ficar quase morta de fome, de cansaço e de frio (e de desilusão, também!)
-Preciso de o encontrar, preciso de o encontrar de novo... nem que para isso tenha de ser ave e voar...
E chorou.
Chorou tanto, tanto, que o caudal das suas lágrimas se transformou num Rio e esse rio foi banhar a terra daquele que a abandonou: "Vila do Conde".
E o bom Povo quis perpetuar, com toda a justiça, o amor desgostoso da moça pastora.
Por isso, deu à Serra onde ela vivera a sua grande paixão, o nome de Serra da Cabreira e já que ela queria ser ave e voar, passou a chamar ao Rio da Vila do Conde, o Rio Ave...
E assim terminamos a nossa caminhada na casa de turismo rural, "Casa do Andarilho", um espaço acolhedor e confortável, na aldeia típica de Agra, ponto de partida para a descoberta dos místicos bosques da serra da Cabreira.
Até à próxima.
Reza a lenda que a Serra da Cabreira deve o seu nome a uma jovem e bela cabreira que por ali costumava guardar seu rebanho. Numa manhã de Sol um cavaleiro muito elegante, ficou como que maravilhado diante da moça. Logo ali Cavaleiro e Donzela trocaram as suas juras, como se só eles existissem no Mundo. Mas tudo tem um fim, diz o Povo e é a Verdade.
Em certo momento o Cavaleiro lembrou-se que tinha de partir.
- Escuta, minha bem-amada... Eu vou, mas voltarei o mais rapidamente possível. Já não posso viver sem ti.
Triste, suspirando, ela apenas confessou:
- Nem sequer sei quem sois... Como vos chamais...
Ele riu, dominador e feliz.
- Pouco importa... Sou o homem que tu amas e te ama... Mas se queres saber mais, digo-te que sou o Conde de uma vila próxima e virei buscar-te em breve para o meu palácio.
Espera por mim!
-Esperarei até ao fim da minha vida…
E esperou, na verdade, até ficar quase morta de fome, de cansaço e de frio (e de desilusão, também!)
-Preciso de o encontrar, preciso de o encontrar de novo... nem que para isso tenha de ser ave e voar...
E chorou.
Chorou tanto, tanto, que o caudal das suas lágrimas se transformou num Rio e esse rio foi banhar a terra daquele que a abandonou: "Vila do Conde".
E o bom Povo quis perpetuar, com toda a justiça, o amor desgostoso da moça pastora.
Por isso, deu à Serra onde ela vivera a sua grande paixão, o nome de Serra da Cabreira e já que ela queria ser ave e voar, passou a chamar ao Rio da Vila do Conde, o Rio Ave...
A Serra da Cabreira tem permanecido fora dos principais circuitos turísticos devido a estar localizada muito próximo da Serra do Gerês, destino de excelência para quem procura paisagens serranas. A génese desta caminhada resultou do amável convite feito pelo Pedro Durães, do blog BotaPróMonte, convite que desde já agradeço. Por ironia do destino quem nos orientou foi o nosso amigo Rui França, proprietário da casa de turismo rural Casa do Andarilho. O Rui tem sido um dos grandes defensores e promotores da Cabreira. Na nossa modesta opinião não podíamos ter melhores guias.
O trilho iniciou-se na ponte românica de Agra e seguiu de perto o curso do Rio Ave, até à sua nascente, que resulta na confluência de três ribeiras, que nascem em três fojos. Para quem conhece, como nós, o rio Ave no seu curso a jusante, fica admirado pela limpidez cristalina e pureza das suas águas nesta parte do rio.
| Ponte românica de Agra |
| Na nascente do Ave. |
| Nascente do Rio Ave |
A nossa caminhada levou-nos até ao Fojo de lobo, do Pau da Bela. Um dos três fojos do complexo de fojos da Cabreira, de poente para nascente, o fojo Novo, como o nome indica o mais recente, do início do século XX, o Fojo do Ribº das Figueira Bravas e o Fojo do Pau da Bela. O Fojo encontra-se em bom estado de conservação, e data dos finais do século XVI a inícios do século XVIII.
| Fojo do Pau da Bela |
| Pau da Bela |
| Serra do Gerês |
| A Lili Caneças da Cabreira. |
| Bosques da Cabreira |
| Pelo seu tamanho pareciam sequóias |
| Costa dos Castanheiros, imaginem-na no Outono |
O negativo que temos de salientar é a profusão de "fitas" que marcam os trilhos deixadas pelas organizações de eventos, que não se deram ao trabalho de as retirar. Realço a publicidade negativa à empresa Unicer, detentora da marca de água "Vitalis", que aparentemente patrocinou estas provas, devida à quantidade de plástico, com a marca da empresa, que deixam em zonas protegidas da serra.
E assim terminamos a nossa caminhada na casa de turismo rural, "Casa do Andarilho", um espaço acolhedor e confortável, na aldeia típica de Agra, ponto de partida para a descoberta dos místicos bosques da serra da Cabreira.
Até à próxima.
23/04/2013
XVI Marcha da Primavera/CCP - Encostas de Sistelo
Mais um ano e já vamos na 16ª Marcha da Primavera, organizada pela secção de montanha do Clube de Campismo do Porto. Desta vez o percurso desenrolou-se nas encostas de Sistelo, percorrendo caminhos rurais e algumas brandas. Nas Serras do Soajo e da Peneda existe um tipo de povoamento muito típico: as Brandas e Inverneiras. São núcleos habitacionais temporários cuja origem se prende com a necessidade das populações utilizarem os pastos localizados na serra para alimentar o gado.
A Inverneira, como o nome indica, é a aldeia onde a família passa o Inverno. Localizam-se em vales, ou seja, em altitudes baixas. No princípio do Outono, as pessoas descem para a Inverneira permanecendo aí até Março. Nessa altura, sobem para a Branda, onde se fazem as sementeiras e onde se passa a maior parte do ano. Hoje em dia, nas poucas aldeias que mantêm a tradição, as pessoas apenas levam os animais e alguns haveres, ao contrário de antigamente, em que as pessoas levavam até a mobília.
| Sistelo |
| Rio Vez |
Esta paisagem humanizada encontra algumas similaridades com os socalcos para cultivo de arroz da China
| Abrigo de pastor |
| A penosa subida para a branda do Alhal |
| Uma pequena brincadeira do amigo Figueiredo |
| Branda do Rio Covo |
| Rio do Outeiro |
Aproveitou-se para deixar o nosso pequeno contributo para as gerações vindouras e plantaram-se carvalhos alvarinhos (quercus robur)- árvore autóctone da região.
| Chã da Armada |
| Castelo de Sistelo |
Manuel António Gonçalves Roque foi o 1º Visconde de Sistelo. O 1º Visconde de Sistelo nasceu na freguesia de Sistelo – Arcos de Valdevez em Junho de 1834 e morreu em Outubro de 1885. Muito novo partiu para o Brasil onde se tornou um próspero comerciante e amealhou considerável fortuna. De regresso a Portugal edifica a casa do Castelo de Sistelo. O castelo encontra-se em abandonado e em ruínas e a sua posse encontrava-se em litígio em tribunal, entre a junta de freguesia e herdeiros.
E assim terminou a marcha, os nossos parabéns à organização, que tão bem soube orientar os mais de 70 participantes desta marcha.
Até à próxima.
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16/04/2013
Curral do Arenado/Arnado
Da leitura da obra de Tude de Sousa e do "Guia thermal" de Ricardo Jorge (1891) revela-nos a existência de um curral, o curral do Arnado, que ficaria situado na encosta do Arnado, a que Tude chama de Ravina do Pé de Salgueiro. Este curral ficaria localizado entre a Preguiça e a elevação Pé do Salgueiro. A localização exacta perdeu-se ao longo do tempo já que deixou de ser utilizado há mais de 50 anos, além disso tínhamos por informação, de fonte fidedigna, que até os pastores já não se lembrariam da sua localização exacta.
Antigamente deveria-se aceder a este curral pela preguiça, mas resolvemos tentar uma abordagem diferente, pelo curral de Raiz Há anos tínhamos percorrido um trilho que liga o Raiz à boca do Sucro mas derivámos para o pé de Salgueiro, por este trilho se encontrar tapado com muito mato, não percorrendo o trilho na totalidade. Subindo ao Raiz encontramos um antigo trilho, com vestígios de ter sido limpo há alguns anos que nos levava na direcção pretendida. Estas encostas do vale do Gerês estão invadidas por muito mato o que torna a progressão difícil com algumas passagens complicadas. Até que encontramos uma chã com vestígios de ter sido um antigo curral.
Seria o curral do Arnado? Estava na localização correcta mas o que nos tirou as dúvidas deste ser o antigo curral foi encontrar vestígios de um antigo abrigo de pastores já abandonado. Tentamos progredir mais além, para assim ligar este curral ao trilho da preguiça, mas o mato cresceu de tal modo que se tornava muito perigoso progredir no terreno e então resolvemos recuar. A abordagem via Preguiça ou Pé de Salgueiro, se possível, é muito complicada devido à existência de muito mato/vegetação que entretanto foi tapando os antigos trilhos.
Nota: Existe alguma confusão relativa ao nome deste curral, Arenado- conforme extracto do mapa de Ricardo Jorge ou Arnado - conforme panfleto do trilho da preguiça, do ICNF. Na nossa opinião deverá prevalecer a toponímia de Arenado, confirmada por fontes do séc. XIX, ao longo do tempo a letra "e" deverá ter caído e tornou-se Arnado.
| Curral de Leonte |
| Pé de Cabril |
| Curral do Arenado |
| Antigo abrigo de pastores |
| Curral do Arnado |
| Curral de Raiz |
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