" Paz das montanhas, meu alívio certo! "

02/11/2013

Trilho do Medronheiro - Fafião

TRILHO DO MEDRONHEIRO- FAFIÃO, MONTALEGRE


Participe na 3ª Edição do TRILHO DO MEDRONHEIRO, em FAFIÃO, no (Sábado) dia 9 de Novembro pelas 10 horas.
 

Este trilho é considerado de médio o grau dificuldade, possuí apenas cerca de 9,5 Km de distância.
 

Passe um dia diferente, fazendo uma caminhada pelo trilho usado pelos pastores. Usufrua das bonitas paisagens, tire muitas fotografias e coma medronhos saborosos!!!
 

A Associação Vezeira, "oferece" o lanche típico a meio do percurso.
  

Inscrição: http://vezeira.pt/index.php?pagina=inscri

31/10/2013

Peneda-Gerês está no TOP 10 dos lugares mais valiosos do mundo

O Parque Nacional da Peneda-Gerês foi considerado o nono destino a nível mundial e quarto a nível europeu mais valioso em termos de qualidade/preço, segundo a lista dos 100 melhores destinos para 2014 do trivago.


Nota:O Ranking Qualidade-Preço do trivago oferece uma lista com os destinos mais valiosos do mundo, elaborada através de um algoritmo que combina o trivago Hotel Price Index (tHPI) com a reputação dos alojamentos. O tHPI mostra o preço médio por quarto duplo em todo o globo, enquanto a reputação dos alojamentos diz respeito aos mais de 82 milhões de opiniões presentes nos mais 200 sites de reservas disponibilizados no trivago. Numa escala de 0 a 100, o ranking apresenta uma pontuação que é resultado da reputação atribuída por viajantes de todo o mundo combinada com o preço médio dos destinos. Os preços médios foram calculados com base na média anual de todos os hotéis entre 2012 e 2013. Só foram considerados destinos com um mínimo de 10 hotéis e 150 opiniões.

27/10/2013

VI Encontro Micológico - 2 Novembro

VI Encontro Micológico

Vila Nova (Clube EDP) Ferral – Montalegre

2 Novembro 2013

Cartaz_final.jpg 

As inscrições (nome completo e idade) para a saída para o campo e degustação devem ser efectuadas por e-mail para:

amigosdevilanova@gmail.com ou no Clube Pessoal EDP-Vila Nova.
 
até ao dia 29 de Outubro.

Para mais informações: Amigos de Vila Nova 

 


17/10/2013

Sarilhão











Um dos nossos objectivos montanheiros para 2013 era subir até ao alto da fraga do Sarilhão, que se situa perto da povoação do Campo do Gerês. Existe um PR do parque, o PR5- Águia do Sarilhão, que o contorna mas, devido à falta de manutenção, este trilho encontra-se em estado de abandono e degradação.

O nosso primeiro ponto do itinerário foi a casa florestal da Junceda,  desta vez optamos por uma abordagem diferente, mais directa, no entanto o trilho escolhido encontra-se pouco cuidado e em algumas partes imperceptível. Com alguns desvios, lá chegamos à casa florestal da Junceda. Mais um triste exemplo do abandono do património edificado no parque nacional. Da Junceda prosseguimos pelo PR das silhas dos ursos até à Tojeira, já com os prados de Gamil à vista.

A partir da Junceda verificamos que os trilhos tinham sido abertos e limpos. Quem teria sido? O parque ou a vezeira do Campo? Por um destes acasos da vida encontramos o nosso amigo Paulo Figueiredo, do blog nogerês3, que nos tirou as dúvidas. O responsável pela limpeza e abertura dos trilhos é o Conselho Directivo do Baldio de Vilarinho da Furna/Campo do Gerês, um bem haja e que continuem o bom trabalho. Outra das surpresas do dia foi encontrar uma placa a assinalar o trilho, em plena serra!!!, até parece que estamos num parque europeu. Assim não há como enganar, desconfio que tenha sido posta pelos mesmos que limparam os trilhos.  

Resolvemos almoçar nos prados e então decidir o caminho de regresso. Estavam duas hipóteses na mesa, a descida pela fraga do Sarilhão ou pela bouça da mó. Desde o incêndio de 2012 ainda não tivemos coragem de retornar à bouça da mó e ver de perto a desgraça. Para quem já reparou e se perguntou onde foi tirada a  fotografia (sim é uma fotografia) que aparece no header do blog, é uma fotografia da bouça da mó, antes do incêndio. Ficou decidido, foi adiado, mais uma vez, a descida à bouça da mó,  optamos por trilhar por novos caminhos. Pensando nós que íamos desbastar mato à catanada, outra surpresa!!! Abriram o antigo trilho que passa pela fraga, agora parece uma auto-estrada, não há que enganar, o trilho termina no coberto de observação do trilho do sarilhão. Daí até ao Campo é um salto. 

Concluindo a abertura, limpeza e sinalização dos antigos trilhos do Campo do Gerês proporciona a qualquer pessoa, com o mínimo de preparação física,  novas oportunidades de caminhar em montanha e a oportunidade de novas perspectivas sobre a albufeira de Vilarinho da Furna. Recomendamos.

Algumas fotos do dia.


A subida à Junceda
Casa florestal da Junceda
Prados de Gamil
Não há que enganar, é só seguir a placa.

Eles andam aí.



genciana


Do alto do Sarilhão

O nosso objectivo longínquo.
Campo do Gerês

Não é o macho a ser devorado :)



Auto-estrada de montanha, por enquanto sem portagens.
Viemos de lá de cima.
aldeia do Campo do Gerês
Veiga de S. João

Até à próxima.

20/09/2013

Trilho de Secelo e Preguiça


Sempre sentimos curiosidade por este trilho, e a razão do seu abandono.Tínhamos a indicação que tinha sido uma antiga PR e que acompanhava o rio Gerês, por ambas as margens, atingindo, no seu ponto mais distante, Secelo, daí o nome do trilho, na estrada que liga a vila à Portela de Leonte. Começamos no parque de estacionamento do Vidoeiro e seguimos por um estradão florestal que acompanha a margem esquerda do rio Gerês, contornando o parque de campismo. Ao longo do trilho ainda são visíveis algumas marcas do antigo PR.  A partir de um dado momento o trilho bifurca-se em dois caminhos, um com grande pendente em direcção à casa florestal de Lamas e outro descendo para o rio, atravessando-o por uma ponte de madeira. A partir deste ponto poderíamos ter retornado mas, devido à pouca extensão do trilho, resolvemos fazer a ligação com o trilho da preguiça. Daí descemos até ao rio Gerês desfrutando da frescura do rio. O retorno fez-se por antigos caminhos/trilhos até ao parque de estacionamento do Vidoeiro.

Para quem ainda não tem a noção do perigo que representa para o Parque Nacional a infestação das  mimosas aconselhamos que percorra este trilho, pois percorre uma grande floresta de mimosas, algumas já com o porte de grandes árvores. Do coberto florestal original pouco resta, a mimosa não permite o crescimento de outras espécies.  

A introdução de espécies de Acácia (mimosa) no Gerês teve início em 1897-98, com a plantação em diversos locais do perímetro florestal de 550 pés de acácias pelos antigos serviços florestais com o intuito de reflorestar e segurar as encostas* “que ao tempo se encontravam desnudados na sua maior parte”. "Em Setembro de 1989 deflagraram no PNPG dois incêndios florestais de grandes dimensões: um com origem no lugar de Bouça da Mó, junto à albufeira de Vilarinho das Furnas, freguesia de Campo do Gerês, outro com origem na encosta do Romão, freguesia de Vilar da Veiga, que lavraram na serra durante dois e três dias, respectivamente. A área afectada atingiu um total de 2650 ha, constituída sobretudo por pinhais de Pinus pinaster - alguns com um século de idade -, e pinhais de Pinus sylvestris. O fogo afectou também um número incalculável de carvalhos centenários na mata de Albergaria, e percorreu a encosta da Pereira, onde havia sido plantado entre 1898 e 1905 o primeiro núcleo de Acacia dealbata."*O incêndio de Setembro de 1989 foi reconhecido como “facilitador” da invasão, pelo estímulo à rebentação da planta, e pela remoção da cobertura vegetal (Silva & Baptista, 1989).

A situação actual é de catástrofe anunciada pois toda a margem  esquerda do rio Gerês, encosta da Pereira e Costa de Istriz é dominada pelas mimosas, ameaçando o ex libris do parque, a mata da Albergaria. Detectamos vários núcleos de mimosas ao longo do trilho da geira e demos o nosso pequeno contributo para a erradicação de alguns pés. Neste momento já nem se discute a eliminação das mimosas,  "o trabalho de Sísifo", mas a limitação da sua expansão. Infelizmente não parece ser esta uma prioridade do PNPG.

Ficam algumas fotos do dia.
Até à próxima.


*retirado da Dissertação de Mestrado de Manuel José  da Silva Miranda Fernandes
 "RECUPERAÇÃO ECOLÓGICA DE ÁREAS INVADIDAS POR ACACIA DEALBATA LINK NO VALE DO RIO GERÊS: UM TRABALHO DE SÍSIFO?"


Rio Gerês

Costa de Istriz










Fezes de raposa?