" Paz das montanhas, meu alívio certo! "

03/01/2017

Canon del Rio Mao


      Apesar do nome do nosso  blogue ser "Cabra do GERÊS", a cabra às vezes salta do seu redil para outras andanças (mas volta sempre às suas origens). Desta vez o salto calhou na nossa vizinha Galiza, mais propriamente a Parada do Sil, em Ourense.

      O rio Mao nasce na serra de San Mamede e desagua no Sil. Parte do seu leito e o seu vale é hoje um grande pântano que forma o Embalse de Leboreiro. Depois deste vale o Mao encaixa-se formando uma paisagem espectacular antes da união com o Sil, em Barxacova, em plena ribeira sagrada.
    
    Desde os primórdios da implementação da rede eléctrica espanhola que o rio foi explorado para a geração de energia eléctrica. Ao longo do trilho encontramos vários vestígios do que foi a Fábrica de la Luz, hoje estabelecimento hoteleiro, como tubos e outras maquinarias que aproveitavam a água do chamado "canal vello". As novas tecnologias deram origem a novas barragens , canalizações e levaram ao desuso da  Fábrica de la Luz.

     É aqui que começa as conhecidas Pasarelas do Mao. Trata-se de um passadiço construído em madeira para desfrutar do estreito vale do Mao e da sua magnífica natureza. Foi desenhado pela arquitecta paisagística Isabel Aguirre. Um pequeno aparte, como podem observar pelas fotos não encontramos nenhum eucalipto, só vegetação autóctone. 

Boas caminhadas.





























Manzaneda, em grande ampliação.




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