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05/11/2013

Lobo-ibérico abatido a tiro no Parque Natural Peneda-Gerês

CIBIO/UP

 

   Foi abatido a tiro mais um lobo-ibérico seguido com colar GPS. Encontrada esta semana, Bragadinha terá morrido no passado dia 17, na zona de caça da Gavieira, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês.


    O cadáver do animal, que era seguido por telemetria GPS desde setembro de 2012, foi encontrado na semana passada, «já em avançado estado de decomposição», na zona de caça da Gavieira, no Parque da Peneda-Gerês, disse hoje à Lusa a bióloga Helena Rio Maior, responsável pelo projeto de Investigação e Conservação do Lobo no Noroeste de Portugal do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto.

   O animal, que era «a única fêmea reprodutora naquela alcateia e tinha tido crias no final de maio, foi abatido a tiro no dia 17 de outubro, um dia de caça», referiu.

O cadáver foi encontrado com «uma acumulação de chumbos na zona lombar, um tiro no crânio e mordeduras de pelo menos dois cães».

   A necropsia permitiu perceber que o lobo «foi atacado por cães antes e depois de morrer» e que terá sido alvo de pauladas, porque «parte do crânio estava destruído». O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) apresentou hoje uma queixa-crime contra desconhecidos pela recente morte de um lobo-ibérico fêmea seguido com colar GPS no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

ver:  PtJornalPúblico

14/06/2013

Quem tem medo do lobo ibérico?

Clique na imagem para reportagem


O lobo-ibérico pode estar de regresso a regiões de Portugal onde não era visto há mais de 10 anos. No centro-norte do país, grupos de investigadores têm registado a presença regular de diferentes alcateias em zonas há muito tempo abandonadas por esta espécie.

Numa reportagem feita pela SIC, "Lobos e Homens", os especialistas falam de um regresso natural deste que é último grande carnívoro da fauna portuguesa. O crescente despovoamento de algumas regiões é o principal factor de atracção, permitindo o regresso do lobo em números cada vez maiores. 

Viana do Castelo, Castelo Branco e Guarda são alguns dos distritos onde a presença do lobo ibérico tem vindo a ser registada. Recorrendo a equipamentos como colares GPS, armadilhas fotográficas e câmaras de infravermelhos, as equipas de investigação têm conseguido recolher provas do regresso deste predador.

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas defende, contudo, acções de sensibilização para os criadores de gado destas áreas que são, actualmente, os maiores inimigos desta espécie, devido aos ataques a rebanhos sem vigilância.

Com estas campanhas de formação, o ICNF acredita numa reaprendizagem da coexistência com o lobo-ibérico. O objectivo é evitar ataques aos rebanhos, especialmente em regiões com poucas presas silvestres (como corços, javalis e o veados).

Considerado uma espécie em perigo de extinção, o lobo-ibérico encontra-se protegido por lei desde 1988, sendo proibido o abate ou captura do mesmo.

"O lobo tem um papel fundamental no ecossistema. Protegê-lo vai permitir proteger uma série de outras espécies. Além disso, creio que nós temos uma responsabilidade acrescida para proteger e conservar este último grande carnívoro que temos", disse à SIC Helena Rio-Maior, bióloga do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto.

Já extinguimos o lince e o urso, portanto, agora, temos um compromisso para com o lobo, que é uma espécie mais generalista", acrescenta.

Os dados indicam que os primeiros lobos terão chegado à Terra muito antes dos humanos, pelo que a existência da espécie pode já atingir um milhão de anos.


fonte

06/09/2012

Abatido lobo alvo de investigação científica nos Picos de Europa

Um lobo ibérico. / CORDON PRESS

Um lobo ibérico que estava a ser monitorizado, no âmbito de uma investigação científica, foi abatido no Parque Nacional dos Picos de Europa, em Espanha, em caçadas autorizadas pela área protegida. Os ambientalistas rotulam como “disparate e aberração” o facto de a administração pagar 125.000 euros para estudar estes animais e admitir o seu abate.

No dia 1 de Agosto, a direcção do Parque Nacional dos Picos de Europa adoptou uma medida que autoriza os guardas da área protegida a fazerem duas caçadas anuais e a abater seis lobos, para controlar a população destes animais. Até ao momento, as autoridades informam que foram abatidos dois destes predadores.

Isto levou ao acontecimento do dia 21 de Agosto. Após uma caçada, os guardas do parque inspeccionaram os cadáveres dos animais e identificaram Marley, um lobo bem conhecido pelos cientistas. Há dois anos fez parte de um projecto de monitorização da população do lobo ibérico no parque. Marley tinha sido marcado com um colar transmissor para os investigadores conseguirem seguir a sua posição por satélite, o que representou um investimento de 125.000 euros.

Fontes familiarizadas com o estudo declaram ao jornal El País, que a bateria do colar de Marley já se tinha esgotado no ano passado. O dispositivo deveria ter-se desprendido do animal automaticamente quando as baterias acabaram, no entanto, isto não se sucedeu. Os guardas do parque, ao inspecionarem o corpo do animal, encontraram o dispositivo, o que permitiu a sua identificação.

A caçada ao lobo foi justificada pelo parque com a “evolução dos danos causados ao gado” dentro no parque. Porém, a Associação para a Conservação e Estudo do Lobo Ibérico (Ascel) reclama que o parque ainda não quantificou os tais danos ou publicou quaisquer dados sobre a população de lobos. “É bizarro e grotesco abater seis lobos num parque nacional, depois de ter usado dinheiros públicos para estudá-los”, disse Alberto Fernández, ao El País.

As principais ONG ecologistas das Astúrias  denunciaram a incongruência de todos os contratos efectuados pelo parque nos últimos anos para estudar o lobo, antes de autorizar as batidas. Em 2011, o parque pagou 150.000 euros à empresa pública Tragsa pelo estudo “Seguimiento de manejo de fauna en el Parque Nacional de los Picos de Europa 2010-2012”. Em 2011 contratou a consultora ARENA, pela soma de125.000 euros, a assistência técnica denominada "Seguimiento de las poblaciones de cánidos en el Parque Nacional de los Picos de Europa". Foi com este projecto, em que participou o biólogo Luis Llaneza, onde se marcou  Marley e outros dois exemplares. Já não resta nenhum  marcado. Em 2010 e 2011 houve  outros dois projectos, de 55.000 e 59.000 euros, para "la captura en condiciones de seguridad controlada, el radiomarcaje y el seguimiento satelital de lobos”. .

Fontes: Ecosfera, El País

06/08/2012

Matança de lobos nos Picos da Europa

O Parque Nacional dos Picos da Europa, é o único que mantêm uma população de lobos em Espanha . A Directora Geral de Desenvolvimento Rural do Principado das Astúrias, Tomasa Arce, em finais de Julho,  revelou que  irá permitir uma batida aos lobos em territórios do parque. Segundo a Consejería de Agroganadería y Recursos Autóctonos del Principado "Há mais de um milhão de euros por pagar a título de indemnização aos  donos de rebanhos e muitos deles desde março de 2011. Segundo dados do principado foram detectadas 5 alcateias em território asturiano. A caça  em zonas protegidas está proibida pela lei 5/2007 dos parques nacionais, os controles populacionais de qualquer espécie só são possíveis com "carácter excepcional", baseados no melhor conhecimento ciéntifico possível e "quando não exista outra solução satisfatória".
http://d3ds4oy7g1wrqq.cloudfront.net/terrorismoambiental/myfiles/sobre-efectos-caza-grandes-carnivoros-L-sPN9iJ-6-1.jpg?Expires=1346450400&Signature=aX1MmbZZGhox2mEnJtl2Rl13TO0mpJdub2W7T4JiSJ7AHzsqGNMRATtuGJNwKPF2K0UxzvcFZh4Ypb1jjiOJTfGZmXIqABfvTH3y1jCLmE1Xq9idEY6RT1iEn4Pb~pkh3NS3d0R~UAEf4Lg2RcsdgnfSVUJOUA4OvrTi8M5pM14_&Key-Pair-Id=APKAJYN3LZI5CG46B7AA&Policy=eyJTdGF0ZW1lbnQiOlt7IlJlc291cmNlIjoiaHR0cDovL2QzZHM0b3k3ZzF3cnFxLmNsb3VkZnJvbnQubmV0L3RlcnJvcmlzbW9hbWJpZW50YWwvbXlmaWxlcy9zb2JyZS1lZmVjdG9zLWNhemEtZ3JhbmRlcy1jYXJuaXZvcm9zLUwtc1BOOWlKLTYtMS5qcGciLCJDb25kaXRpb24iOnsiRGF0ZUxlc3NUaGFuIjp7IkFXUzpFcG9jaFRpbWUiOjEzNDY0NTA0MDB9fX1dfQ__
Jovem lobo abatido no parque dos Picos da Europa


PETIÇÃO



"AS MONTANHAS DO LOBO"
 Documentário da Bitis Documentales para Canal+ em colaboração com A.K.A. Films & TV.S.L.
Sinopse:"En las montañas nubladas del Norte de España, las manadas de lobos están gobernadas por líderes a menudo intolerantes y peligrosos. Los clanes familiares dejan de ser un lugar seguro para vivir y algunos individuos se ven obligados a marcharse para siempre.
Esta es la historia de dos lobos errantes y amigos que un día decidieron caminar juntos hasta la muerte."

 

11/07/2012

Lobo-ibérico foi devolvido à liberdade

Dando seguimento à notícia do lobo ibérico, ferido há dois meses numa armadilha ilegal, recolhido pela GNR, em Meixedo, ver publicação  e  posteriormente  tratado da pata amputada no Hospital Veterinário da Universidade de Vila Real, ver publicação. É com grande prazer que noticiamos que num caso inédito de conservação em Portugal, o jovem lobo-ibérico foi devolvido à natureza, no concelho de Montalegre. A adaptação deste animal, com uma pata amputada, está a ser acompanhada graças a uma coleira GPS.

O lobo-ibérico – de uma espécie protegida e que se estima estar reduzido a cerca de 300 animais e 60 alcateias – foi tratado com um contacto mínimo com as pessoas. Segundo disse à agência Lusa José Paulo Pires, director-adjunto do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas – Norte, do ICNB, o lobo revelou ter tido uma boa recuperação clínica da lesão que sofreu, fez uma boa cicatrização, aumentou de peso, ganhou robustez e manteve a sua agilidade. “Concluiu-se que estaria em condições de sobreviver autonomamente e optou-se pela sua libertação”, salientou o responsável.

O animal foi restituído à natureza na quinta-feira passada, com uma coleira GPS. “Já é possível saber que ele andou alguns quilómetros, mas ainda não é muito significativo porque ele, neste momento, está numa fase de explorar e reconhecer o território”, salientou José Paulo Pires. 

“A ideia é que se junte ao resto da alcateia. Ainda anteontem vimos alguns lobos, mas não sabemos se serão da mesma alcateia”, disse o veterinário Domingos Moura. “Contrariamente ao que acontecia há 30 ou 40 anos, a reacção das populações locais está a ser óptima”, considera. “Pensando que seria eu a restituir o animal à liberdade, diziam-me para eu fazer o que pudesse para ajudá-lo, para não olhar a meios. Só me pediam uma coisa: ‘quando o libertar, liberte-o longe dos meus rebanhos’”.

Esta mudança de mentalidades tem uma explicação, disse. “Quando havia muitos lobos, não haviam javalis nem raposas. Hoje, os lobos praticamente desapareceram", sendo mesmo uma espécie classificada como Em Perigo, pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. "Os agricultores queixam-se do aumento exponencial do número de javalis, que destroem os campos de milhos, os lameiros, tudo". E as raposas destroem as perdizes e os coelhos-bravos, “que quase não há nenhuns por aqui”. “Reconhecem que, afinal, o lobo lhes faz falta.”

Fontes: Ecosfera

28/04/2012

Hospital veterinário trata lobo ferido numa armadilha ilegal

O lobo que foi apanhado uma armadilha ilegal perto da aldeia de Meixedo, Montalegre, é o paciente mais especial do Hospital Veterinário da Universidade de Vila Real, aonde os médicos veterinários lutam para salvar a pata ferida deste animal protegido. Chegou muito debilitado ao Centro de Recuperação de Animais Selvagens (CRAS) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), depois de ter sido encontrado junto à aldeia de Meixedo, Montalegre, preso por uma pata num laço usado na caça ilegal.

O médico veterinário Filipe Silva explicou hoje aos jornalistas que o lobo, que deverá ter um ano e que pesa 30 quilos, vinha muito assustado e nem comia. Passados cinco dias, já come, mas inspira ainda muitos cuidados.

José Paulo Pires referiu que a população lupina está mais ou menos estável em Portugal. Neste momento, estima-se que existam cerca de 300 lobos a Norte do rio Douro.

 De acordo com o responsável, dos animais tratados, cerca de 70% são devolvidos à natureza.

mais pormenores ver Ecoesfera

24/04/2012

GNR recolheu lobo-ibérico vítima de caça ilegal


Foto retirada do site da GNR

 O Núcleo de Protecção Ambiental (NPA) do Destacamento Territorial de Chaves da GNR recolheu no domingo, em Meixedo, concelho de Montalegre, um lobo-ibérico que estava preso por uma pata num laço usado na caça ilegal.

De acordo com a página de Internet da Guarda Nacional Republicana (GNR), a operação foi realizada em colaboração com o Posto Territorial de Montalegre e com o Veterinário Municipal de Montalegre.

O lobo será entregue ao Parque Nacional da Peneda Gerês, para libertação, após receber tratamento das lesões que sofreu enquanto esteve cativo. Também neste dia o NPA apreendeu, na freguesia de Outeiro, concelho de Montalegre, uma cabra-montês, com peso de 20 Kg e idade aproximada de 3 anos, que tinha sido abatida numa acção de caça ilegal. Apesar de ter sido encontrada, e apreendida, uma arma de caça calibre 12, não foi possível identificar o autor por este se ter colocado em fuga. A GNR desenvolve diligências de investigação em ambas as situações.

O lobo-ibérico é uma espécie classificada como Em Perigo, pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. De acordo com o Censo Nacional de Lobo 2002/2003, deverão existir apenas entre 200 e 400 animais e o número de alcateias deverá variar entre as 45 e 55 a Norte do rio Douro e não ultrapassando as 10 a sul desse rio. Entre as principais ameaças à sua sobrevivência está o furtivismo e a mortalidade causada pelo Homem, segundo o Livro Vermelho.

A cabra-montês está classificada como Criticamente em Perigo e deverão existir 50 indivíduos na Serra do Gerês e da Serra Amarela. O furtivismo está entre as ameaças à espécie.

Recomendo a visita do jornal  Notícias de Vila Real onde se pode visualizar as fotos do lobo e da cabra barbaricamente morta.

Fontes:GNRJN, TVI, Ecosfera,