" Paz das montanhas, meu alívio certo! "

03/01/2017

Canon del Rio Mao


      Apesar do nome do nosso  blogue ser "Cabra do GERÊS", a cabra às vezes salta do seu redil para outras andanças (mas volta sempre às suas origens). Desta vez o salto calhou na nossa vizinha Galiza, mais propriamente a Parada do Sil, em Ourense.

      O rio Mao nasce na serra de San Mamede e desagua no Sil. Parte do seu leito e o seu vale é hoje um grande pântano que forma o Embalse de Leboreiro. Depois deste vale o Mao encaixa-se formando uma paisagem espectacular antes da união com o Sil, em Barxacova, em plena ribeira sagrada.
    
    Desde os primórdios da implementação da rede eléctrica espanhola que o rio foi explorado para a geração de energia eléctrica. Ao longo do trilho encontramos vários vestígios do que foi a Fábrica de la Luz, hoje estabelecimento hoteleiro, como tubos e outras maquinarias que aproveitavam a água do chamado "canal vello". As novas tecnologias deram origem a novas barragens , canalizações e levaram ao desuso da  Fábrica de la Luz.

     É aqui que começa as conhecidas Pasarelas do Mao. Trata-se de um passadiço construído em madeira para desfrutar do estreito vale do Mao e da sua magnífica natureza. Foi desenhado pela arquitecta paisagística Isabel Aguirre. Um pequeno aparte, como podem observar pelas fotos não encontramos nenhum eucalipto, só vegetação autóctone. 

Boas caminhadas.





























Manzaneda, em grande ampliação.




29/12/2016

Penameda, Dois Penedinhos e Outeiro Alvo

       Este Dezembro, que se alonga em  dias primaveris, estava convidativo para  uma caminhada, em jeito de despedida do ano. O curso estava traçado, a serra da Peneda e a subida ao Outeiro Alvo e Penameda. Por meio ainda se resolveu subir aos Dois Penedinhos.

Atenção a subida à Penameda não é das mais fáceis e só é recomendada em tempo seco.

Algumas fotos do dia.

Boas caminhadas e Feliz Ano 2017

Já se avista o Outeiro Alvo

Penameda vista de Norte




Lamas de Mouro

Planalto de Castro Laboreiro




Do alto dos 2 Penedinhos



Caminho de romeiros



Uma força da Natureza

Lagoa da Peneda


Caminho de romeiros.

Os dois cumes

Bouça dos Homens

Fojo do lobo









04/11/2016

“Pela Serra do Jurês e ao Longo da Jeira”

     Como se aproximam os dias chuvosos deixo-vos com a  sugestão de leitura do livro:

“Pela Serra do Jurês e ao Longo da Jeira -  História na Toponímia" de Fernando da Silva Cosme com fotografia de Luís Borges, Edição: Município de Terras do Bouro. Para quem não conhece o trabalho de Luís Borges não é demais realçar o excelente trabalho fotográfico patente nesta obra. O escritor recolheu a toponímica desde Montalegre até aos Arcos de Valdevez e recolheu 15 000 topónimos geresianos, Além disso propõe teses bastante interessantes e que provavelmente não devem andar muito longe  da verdade. É um livro povoado de povos celtas e romanos, de deuses pagãos como  Nábia e Boruo assim como de cultos religiosos católicos que os vieram substituir. Além disso é estudada a problemática da origem da palavra Gerês ou Jurês. A ler, com tempo.



21/09/2016

Penedo das cruzes

      O Gerês é mesmo surpreendente. Numa caminhada recente deparei-me com um monólito de pedra com entalhes bastantes profundos, em forma de cruz (ver foto abaixo), claramente feitos pelo homem. Este monólito passa bastante despercebido ao caminhante, só o  encontrei por puro acaso, numa ligação entre duas rotas principais.Não sei precisar a idade destas gravuras, talvez tenha sido resultado da religiosidade de um pastor geresiano mas poderá ter origem ainda mais remota. Um caso semelhante é o do achado da   Pedra das Cruzinhas, na fronteira entre o Sabugal e a Guarda,  também aqui se questionou asfunções  que desempenhou a Pedra das Cruzinhas com as suas múltiplas gravações?  Nesta publicação as opiniões são dispares acerca do tempo das figuras cruciformes, ora consideradas como representações antropomórficas, pré-históricas ou proto-históricas, ora assumidas como marcas medievais ou modernas, seja de cristianização de sítios de antigos cultos pagãos, seja de materialização e confirmação de limites de territórios.

Curiosamente este ano também me cruzei com outra pedra com gravuras, esta situada na serra amarela, a que o bloguista Jorge Louro chama de menir do marco da anta, ver Notas para o meu diário.



21/04/2016

Derrocada do Grande Hotel do Parque Gerês





Nos finais do século XIX, com a crescente popularidade das termas, o sumptuoso Grande Hotel do Parque foi construído propositadamente para acomodar os visitantes da classe alta que chegavam em busca de tratamentos.

As áreas funcionais do Hotel eram referidas pelo seu tamanho e requinte, incluindo um elevador no seu interior. As áreas verdes envolventes foram adaptadas para atividades de lazer, tais como jogar ténis e banhos de piscina.

O hotel pertenceu inicialmente a Vicente Paulino da Silveira e sua esposa Hortense, tendo passado mais tarde para a família Teixeira.

Em 1928 o Hotel do Parque foi adquirido por um grupo de hotéis mas fechou no início do século XXI.























Fontes: